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Eu, a Ana, o André e o Carlos começamos a configurar o nosso blogue de Estudo Acompanhado. A turma decidiu o título, o design, as cores e a apresentação do texto. O objectivo é retratar o trabalho desenvolvido na aula de E.A e mostrar a quantidade de sonhos, opiniões e acções levadas a cabo por cada um de nós. Estamos inseridos no PNL e temos por meta a leitura de obras que escolhemos na biblioteca da nossa escola. Até Breve

domingo, 12 de junho de 2011

Sobre a preparação dos Exames Nacionais

Os dias entre o fim das aulas e a realização dos exames nacionais são decisivos na preparação das provas. Seguem-se alguns conselhos sobre a forma de gerires bem esse tempo:

· Elabora um horário de revisões rigoroso: divide o tempo que tens disponível pelas disciplinas.
· Regista o horário das revisões numa folha distribuindo o tempo de acordo com as tuas dificuldades: dedica mais tempo às disciplinas em que estás menos preparado.
· Podes dividir os teus tempos de estudo em períodos de cerca de 50 minutos aos quais se devem seguir 10 minutos de intervalo. Atenção ao intervalo: não o prolongues para além do previsto.
· As revisões devem ser feitas a partir dos apontamentos que organizaste ao longo do ano. Ordena os teus apontamentos e resumos por disciplina para os poderes consultar facilmente. Se tiveres alguma dúvida, consulta este blogue, o teu manual ou a internet.
· Revê as provas-modelo e os exames que sairam nos anos anteriores. Procura resolvê-las no tempo previsto. Quanto mais aplicares os teus conhecimentos, mais consolidada fica a tua aprendizagem!
· Não estudes à noite até muito tarde. A partir de determinada hora o teu trabalho já não rende e se crias o hábito de adormeceres tarde, não vais conseguir adormecer cedo na véspera das provas. Deves dormir cerca de 8/9 horas por noite.
· Organiza o espaço em que vais estudar retirando todos os materiais que te possam distrair. Depois de uma sessão de estudo, deixa a secretária bem arrumada. Assim, custar-te-á menos recomeçar o teu trabalho. Procura trabalhar num ambiente sossegado sem a TV ligada! Retira o teu telemóvel do lugar onde estás a estudar. Leres e enviares mensagens durante o teu estudo impede-te a concentração. E cuidado com  a net: ela deve ser uma fonte de informação e não uma distracção! Aproveita os intervalos!. Se treinares e trabalhares tudo correrá bem. Não há razões para medos e ansiedades. Aliás, um bocadinho disso até ajuda. Deixa-te mais alerta, com adrenalina!
Conselhos úteis:
· Informa-te junto dos teus professores sobre o tipo de material que podes levar para o exame (dicionários, calculadora, etc.)· Informa-te com antecedência em que salas fazes os exames. No dia das provas, dirige-te com tempo para a sala.
O que tens de levar para os exames:
· B.I. ou outro documento identificativo que o substitua.· 2 esferográficas da mesma cor. Uma pode falhar.· Lápis e borracha para fazeres rascunhos ou tirares notas no enunciado· Relógio para controlar o tempo· Lenços de papel: são sempre úteis !
Lembra-te que:
· Só podes escrever o teu nome na parte destacável do cabeçalho. Se o fizeres noutro local a tua prova será anulada.
· Só podes utilizar caneta ou esferográfica de tinta azul ou preta. Não se pode utilizar corrector.
· Não podes consultar copianços nem copiar pelos colegas. A tua prova será anulada no caso de seres apanhado em falta. E lembra-te: só a tentativa de copiar cria uma situação de stress tão grande que pode comprometer o teu desempenho.
· Controla bem o teu tempo.
· Reserva algum tempo para releres a prova; assegura-te que respondeste a todas as questões.
BOM ESTUDO! Que tudo te corra bem! Profª Maria José Garcia

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Auto da Barca do Inferno- Judeu

Pedro Lucas 9B N18

A época de Gil Vicente .

Gil vicente
André Pinheiro !

Auto Da Barca Do Inferno - Onzeneiro .

Personagem: Onzeneiro .

Símbolos caracterizadores:  Bolsão .
Argumentos de acusação: Aproveitou-se das pessoas emprestando-lhes dinheiro cobrando grandes juros .

Movimentação cénica: cais-barca do diabo-barca do anjo-barca do diabo-embarque .

Destino final :  Inferno .

Motivo da condenação : Pratica a usura .

Tipos de cómico: Cómico de linguagem .

Registos de língua:  Popular e Língua Corrente .

Recursos expressivos:  Ironia , perífrase e anáfora .

Intenção critica: Gil Vicente pretende citicar aqueles que praticam a usura .

Aluno:Carlos Eduardo Gonçalves Nº5 9B

Auto da Barca Do Inferno - Alcoviteira .

Personagem : Alcoviteira .

Símbolos caracterizadores : Virgos postiços, armários de mentir e jóias .

Argumentos de acusação : Prostituição,  impostura e roubo .

Argumentos de defesa : Dedicação aos outros, arranjar meninas para os cónegos da Sé  .

Movimentação cénica : cais, barca do inferno, barca do anjo, barca do inferno .

Destino final : Inferno.

Motivo da condenação : Ser ladra, mentirosa e praticar o lenocídio .
Tipos de cómico : Carácter e linguagem .

Registos de língua : Corrente e popular .

Recursos expressivos : Ironia,  perífrase .

Intenção critica : Moralização social .

Aluno:Miguel Silvério Nº16 9B

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Auto da Barca do Inferno - Fidalgo


Bruna Silva, 9ºB, Nº7

Auto da Barca do Inferno - Parvo



Cláudia Gandra, 9ºB, Nº7

Género Dramático


Ana Bicho Nº1

Simbologia das barcas


Gustavo Pinto Nº12

Corregedor

Aqui está o link para o power point.
http://www.slideshare.net/RicardoSousa17/corregedor-8250819
Ricardo Sousa nº19 9ºB

Para Compreender o Auto da Barca do Inferno



Joana Barbosa, Rita Castro e Diana Martins.

Tópico de como postar um PowerPoint no Blog ! - (Mas a ver o powerpoint e não o link apenas)

Tópico - Júlio 9ºB

Para postar o powerpoint no blog é necessário:

1º - Criar uma conta em http://www.slideshare.net/ ou fazer login com o Facebook.

2º  -  Postar o seu Powerpoint no http://www.slideshare.net/ indo a Upload - Upload Publicly - escolha o powerpoint (ficheiro) que quer postar.

3º - Em cima do powerpoint clique em embed, e copie o código.

4º - No seu Blog, vá a Nova Mensagem ponha o titulo e clique  em editar HTML, depois é so
apagar o que está lá e colar o código embed no Editar HTML.

Publique a sua mensagem e veja o resultado.

Veja também o meu exemplo :
http://eutueos19restantes.blogspot.com/2011/06/frade-julio-9b.html
Tópico realizado por:
                                                                                                Júlio 9ºB Nº 14

Frade - Júlio 9ºB

Frade - Júlio
View more presentations from Julio Ma

Caso não consiguam ver o powerpoint cliquem onde diz Frade - júlio ou em :

http://www.slideshare.net/JulioMa/frade-jlio

Enforcado - T. Carvalho

http://www.slideshare.net/TiagoCarvalho14/portugues1-8246800

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Manuel Laranjeira (1877-1912)
NA RUA

Ninguém por certo adivinha
como essa Desconhecida,
entre estes braços prendida,
jurava ser toda minha.

Minha sempre! — E em voz baixinha:
— «Tua ainda além da vida!...»
Hoje fita-me, esquecida
do grande amor que me tinha.

Juramos ser imortal
esse amor estranho e louco...
E o grande amor, afinal,

(Com que desprezo me lembro!)
foi morrendo pouco a pouco,
— como uma tarde em Setembro...

Bruan Silva Nº4 9ºB

http://gavetadenuvens.blogspot.com/2005/09/poemas-de-amor-portugueses.html
Aurora era a deusa romana do amanhecer cujo nome significa amanhecer. Aurora renovava-se todas manhãs e voava pelo céu anunciando a chegada da manhã.
Tinha como parentes um irmão, o Sol, e uma irmã, a Lua. Também tinha muitos maridos e quatro filhos, os ventos Norte, Leste, Oeste e Sul, um dos quais foi morto.
Um de seus maridos era Tithonus, a quem ela havia inicialmente tomado como amante. Aurora pediu a Júpiter para conceder a imortalidade a Tithonus, no entanto, esqueceu-se de lhe pedir a juventude eterna. Como resultado, Tithonus acabou envelhecendo eternamente.
Esta deusa é referenciada por William Shakespeare em "Romeu e Julieta".
 

http://asetadocupido.blogspot.com/2008/06/aurora-deusa-do-amanhecer.html
Bruna Silva Nº4 9ºB

segunda-feira, 28 de março de 2011

ATENA, A DEUSA DA SABEDORIA E DA GUERRA

Atena (Minerva), deusa da sabedoria, da ideia civilizadora, da vitória nas guerras e da inteligência das estratégias, era uma das divindades mais importantes e cultuadas na Grécia antiga.
Na tradição mais aceita da lenda, Atena teria nascido do crânio de Zeus (Júpiter), herdando do pai a sabedoria roubada a Métis (Prudência). O mito de Atena interliga a sabedoria à castidade, o sexo escraviza o homem, atrai-lhe a paixão, desequilibra-o emocionalmente. A castidade constrói, alia-se à pureza do corpo e da alma, assim, entre os gregos, sabedoria e sexo opõem-se, prudência e bom senso aliam-se. Atena escolhe a virgindade como símbolo da sua sabedoria. Sendo uma das mais belas deusas do Olimpo, ela não cede aos assédios impetuosos e constantes dos outros deuses, mantendo-se casta.
Entidade guerreira, é justa nos campos de batalhas. Enquanto Ares (Marte), faz verter o sangue dos dois lados da guerra, Atena protege os justos, fazendo tombar os insensatos. Na concepção grega, os seus soldados são o mais próximos da filosofia da razão estratégica, os mais justos contra os outros povos beligerantes que os cerceiam, Atena é a protectora universal dos exércitos helenos. Na guerra de Tróia, manteve-se corajosamente ao lado dos gregos, enquanto que outras divindades olímpicas dividiram-se entre gregos e troianos.
Atena é a maior protectora da civilização grega, a mais nacionalista, a que mais contribui para o seu avanço, oferecendo àquele povo a oliveira, o leme, o tear e a flauta, simbolizando respectivamente o alimento (azeite), o progresso (como conduzir os barcos), o trabalho têxtil, e a arte, neste caso a música, essência da sabedoria daquele povo do extremo oriente do mar Mediterrâneo.
Deusa da sabedoria e da arte da guerra, Atena foi uma das entidades com mais representações na arte, deixando um legado de obras com temas envolvidos no seu mito, que vão desde o Partenon, em Atenas, até as famosas esculturas de Fídias. Em Roma, o seu mito foi assimilado ao de Minerva, não encontrando a mesma importância que adquiriu na Grécia. Deusa guerreira, traz sempre a lança em punho, às vezes o escudo, e, elmo divino na cabeça, transbordando o seu garbo sábio e justo.
As Várias Lendas Sobre o Nascimento da Deusa
O nascimento de Atena possuí várias versões, dependendo da lenda. Uma versão pouco difundida atribui a paternidade da deusa a Poseidon (Neptuno), o senhor dos mares. A associação aos dois mitos explica-se por Atena ter nascido à margem de um lago, precedendo ao relâmpago e ao raio que trazem a chuva. É a deusa da luz antes da tempestade, que ilumina o céu antes de transbordar as suas nuvens, assim com Poseidon domina os mares e os seus maremotos. É a deusa do orvalho, elemento húmido que protege a agricultura contra o frio seco da noite. Os elementos húmidos da deusa dão a aproximação ao deus dos mares.
Noutra vertente da lenda, seria filha do gigante Palas, filho de Gaia (Terra). O mito de Atena e de Palas fundem-se não só como filha e pai, mas em um confronto entre a força e a manutenção da pureza casta. Palas teria tentado violar a deusa, que obstinada em manter o corpo intacto, matou-o e, ao esfolar a sua pele, fez dela o aigis, ou manto da virgindade. Além do manto, a deusa passa a demarcar a sua vitória sobre o gigante, usando o nome de Palas Atenas. Era através deste nome que seria invocada por todos os gregos quando lhe pediam a protecção para as suas cidades.
A tradição mais corrente do mito é a do seu nascimento através da cabeça de Zeus, o senhor dos deuses. Após vencer a guerra contra os Titãs e os
Gigantes, Zeus tornou-se o senhor dos deuses e dos homens, tomando como primeira esposa Métis, a Prudência. Quando a deusa esperava o primeiro filho, Zeus soube através do oráculo de Gaia que nasceria uma filha. O oráculo profetizou ainda, que da segunda gestação nasceria um filho, que destronaria o pai. Preocupado, Zeus decidiu engolir a esposa. A seguir tomou a sua irmã Hera (Juno) como esposa. Pouco depois, ao encerrar o tempo de gestação da mulher engolida, Zeus, ao passear às margens do lago Tritônis, foi surpreendido por uma dor insuportável na cabeça, como se fosse espetado por uma lança. As pontadas tornavam-se cada vez mais fortes dentro da cabeça do imortal, fazendo o poderoso deus dos trovões emitir um grito que ecoou pelos céus e pela terra. Outros gritos de dor saltaram da boca desesperada do senhor dos deuses. Ao ouvir os gritos de Zeus, todos os deuses do Olimpo correram em seu socorro. Hermes (Mercúrio), o mensageiro dos deuses, ao ver a aflição de Zeus, saiu em busca de Hefestos (Vulcano), o ferreiro divino. O deus dos vulcões e do ferro, ao ver a cabeça do pai vibrando, como se dela quisesse sair algo muito grande, golpeou-a com um machado de ouro. Da ferida aberta por Hefestos surgiu uma mulher belíssima, empunhando o escudo e a lança, nos quais materializava o raio que iluminava a altura etérea e divina; vestia uma reluzente armadura, representando os meteoros e os fenómenos luminosos da natureza; e, ainda, o elmo de ouro na cabeça, reluzindo-lhe a protecção da inteligência diante das batalhas nas guerras. Naquele momento, o céu relampejou, o lago explodiu em ondas. Zeus ficou radiante com a beleza da filha surgida do seu crânio. Nascia a deusa da sabedoria e da guerra estratégica.
Em outra versão da lenda, Métis não seria a primeira esposa de Zeus, sendo Hera, a única, jamais a segunda. Seria uma das várias amantes do deus. Não teria sido o medo de um segundo filho e uma possível usurpação do trono divino que o afligia, que o teria motivado a engolir a amante; mas a condição da mulher na sociedade grega, visto que Métis era a deusa da prudência. Na civilização grega, a sabedoria não era uma das características atribuída às mulheres. Ao engolir Métis, Zeus, divindade masculina, tornou-se o mais sábio dos deuses, passando através dele, a sabedoria a Atena, divindade feminina. A deusa da sabedoria herdara do pai, jamais da mãe, o seu principal atributo.
A Criação da Oliveira
Ao ser associado à sabedoria, o mito de Atena contrasta com a sua função guerreira. Na visão grega, havia duas vertentes em uma guerra: a batalha, que representava a luta corporal, o sangue vertido, a utilização da força; e, a estratégia ou arte bélica, que define a vitória. Ares é o responsável pela batalha, pela força nela empregada, pelo massacre sem propósito. Atena é a deusa da arte bélica, da inteligência das estratégias, dos ideais elevados da luta, da vitória justa e racional diante do inimigo. É a deusa defensora perpétua dos gregos.
Além dos atributos bélicos, a deusa também era invocada como entidade agrícola. Não tem para si a responsabilidade de proteger a terra contra as calamidades da natureza, mas a de orientar, trazer da natureza benefícios para que se civilize o homem. Sua identificação com a natureza está no orvalho, pelo qual é a deusa responsável, elemento que protege a planta dentro do sereno noturno.
Também foi a deusa que ofereceu aos gregos a oliveira, ensinando-os a extrair da planta o fruto para o alimento e o óleo, utilizado na cozinha, na higiene corporal e na iluminação das casas e dos templos. Atena ensinou o homem a estocar o azeite e a azeitona durante o inverno, e a arte de vendê-lo aos outros povos. É atribuída a ela a confecção dos potes de barro, par
a o armazenamento dos alimentos. É a deusa dos oleiros, ensinando-os a guardar o óleo.
A associação de Atena com a oliveira remete à fundação da cidade que levaria o seu nome. Segundo a lenda, Cécrope ao fundar uma cidade na região da Ática, convocou os imortais do Olimpo para uma disputa, na qual o vencedor seria o protector da cidade. Toda cidade grega tinha uma entidade como protectora, sendo a ela atribuída as funções de protegê-la nas guerras, nos temporais, nas colheitas dos alimentos e nos momentos de tribulações públicas. Poseidon e Atena foram os deuses que aceitaram o desafio proposto por Cécrope. Fizeram uma disputa acirrada, levando o povo da nova terra a ficar dividido em escolher um dos dois.
Na prova final, Cécrope pediu aos deuses que criassem alguma coisa útil para a cidade. Poseidon bateu o tridente no chão, fazendo jorrar na Acrópole uma fonte de água salgada, além de um esplêndido cavalo. Atena feriu a terra com a sua lança, fazendo dela brotar uma árvore repleta de pequenos frutos. A deusa ofereceu um ramo com os frutos a Cécrope, comovendo o soberano. Diante do povo, chamou a árvore de oliveira, ensinou como extrair o seu óleo e preparar o fruto como alimento. A cidade entendeu que a oliveira era mais importante para a cidade. Atena foi aclamada a protectora do lugar, que passou a ser chamado de Atenas, em homenagem a deusa e ao presente que se lhe oferecera aos seus habitantes. Desde então, tornar-se-ia a principal divindade da cidade de Atenas, influenciando o seu culto por toda a Grécia.
As Invenções Civilizadoras de Atena
Várias foram as atribuições civilizadoras legadas a Atena. Teria sido a deusa quem ensinara às mulheres gregas as técnicas de fiar, tecer e bordar. Atena era uma exímia tecelã, tecendo os mais belos bordados do Olimpo. A lenda que conta a história de Aracne reflecte os dons da deusa. A mortal Aracne era filha de um modesto tintureiro de Cólofon. Tinha o dom de tecer os mais belos bordados de todos os mortais. Seu talento atraia todos os olhos, homens de toda a Grécia vinham ver e comprar os seus trabalhos. As Ninfas deixavam os bosques para admirar a beleza mágica dos mantos bordados pela mortal.
Sabedora do seu talento, Aracne proclamou-se a maior tecelã e bordadeira do mundo, dizendo-se superior à própria deusa Atena. A falta de modéstia da mortal irritou a deusa, que desafiada, aceitou tecer uma magnífica tapeçaria. Atena bordou os doze imortais do Olimpo, trazendo nas bordas do tecido, cenas em que os deuses puniam a irreverência dos mortais. Aracne bordou em sua tapeçaria os amores proibidos dos mortais pelos humanos, as traições e as vinganças. Ao fim da composição, não se sabia dizer qual a mais bela tecelagem. Aracne olhava para a sua obra, deslumbrada com a sua perfeição de mortal. Irritada com a falta de modéstia, Atena pegou a obra feita pela jovem, amarrotando-a e a rasgando. Ainda furiosa, feriu a jovem mortal com a agulha. Sentindo-se humilhada, a fiandeira tentou suicidar-se. Atena não permitiu que morresse, transformando-a em um pequeno animal que recebeu o seu nome, a aranha (aracne, em grego). Condenou-a tecer para sempre nas alturas, uma delicada teia que os ventos rasgam facilmente.
A lenda de Aracne, segundo historiadores, traduzia
a rivalidade existente entre os atenienses e um povo originário da ilha de Creta, onde florescia uma crescente indústria têxtil primitiva.
Atena presenteara aos seus devotos outro significativo invento, o leme, para evitar que os barcos fossem à deriva das ondas e das correntes, não se perdendo pelas águas.
Para embelezar a vida dos humanos, Atena inventou a flauta, de onde a beleza da música era extraída. Uma lenda conta que ao apresentar o seu invento às deusas Hera e Afrodite (Vênus), foi motivo de riso, porque ao soprar o instrumento, as suas bochechas inchavam, deformando a sua beleza. Irritada, Atena arremessou a flauta do alto do Olimpo, amaldiçoando-a. O sátiro Mársias encontrou o instrumento musical, arrebatando para si a maldição. Mársias desafiou o deus Apolo com o seu instrumento. Ao ser vencido, foi esfolado vivo pelo deus da luz.
As Festas em Homenagem à Atena
Sendo amplamente cultuada em toda a Grécia, várias eram as festas oferecidas à deusa. Seu culto espalhou-se de Atenas, passando pela ilha de Rodes, chegando a Saís, no Egito. Possuía três grandes templos que lhe eram consagrados, sendo o mais suntuoso o Partenon, na Acrópole.
Na cidade de Atenas, da qual era protetora, a população celebrava em sua homenagem as Panatenéias, festas tradicionais, onde eram realizados torneios de música e poesia, lutas e corridas. Durante as festas, as mulheres iam em procissão até a Acrópole, levando um grande manto tecido pelas melhores tecelãs e fiandeiras da cidade; os jovens montavam fogosos cavalos; e, os mais velhos, traziam ramos de oliveiras para ofertar à deusa.
Nas festas Cálceas, Atena era homenageada juntamente com Hefestos. Ela como artesã e fiandeira dos mais belos bordados, ele como o artesão dos deuses, para quem confeccionava objetos de bronze e belas jóias. Na lenda que envolve os deuses, Hefestos deixara-se abater por uma grande paixão por Atena, mas foi repudiado pela deusa, que insistia em manter a sua castidade. Sedento de desejo, o deus a perseguiu, tentando violá-la. Ao encostar-se à pele macia de Atena, Hefestos não resistiu, ejaculando precocemente sobre a coxa da deusa. Satisfeito, ele partiu. Sentindo grande repugnância, a deusa limpou o sêmen com um pedaço de lã, atirando o pano ao chão. O fruto da violência de Hefestos fecundou Gaia, a Terra, que gerou um ser monstruoso, metade homem, metade serpente, sendo chamado de Erictônio. A deusa encerrou a criança monstro em um cofre, deixando-o aos cuidados da princesa Aglauro, filha de Cécrope, o
rei fundador de Atenas. Aglauro teria sido transformada em pedra pelo deus Ares, deixando o cofre sozinho, sendo este encontrado pelas irmãs da princesa petrificada. Quando abriram o cofre, as princesas enlouqueceram ao ver o monstro recém-nascido, atirando-se do alto da Acrópole. Uma gralha branca assisitiu ao infortúnio das filhas de Cécrope, indo relatar a tragédia a Atena, que se encontrava no meio de uma batalha. No calor da luta, Atena revoltou-se, tingindo de negro as penas da ave, proibindo que as gralhas voltassem às proximidades de Atenas. A lenda evidencia a importância que o mito de Atena dá ao culto da castidade, preservada mesmo diante do assédio dos deuses.
Atena e Afrodite eram homenageadas simultaneamente durante as Arreforias, pelas jovens mulheres de Atenas. Durante a festa, as virgens prestavam homenagens à deusa casta, seguindo depois com oferendas à deusa do amor. Traduzida como festa do orvalho, unia o elemento feminino que revelava a vida da jovem mulher, ainda casta como Atena, mas pronta para ser iniciada nas malhas da proteção de Afrodite, a deusa do amor.
As Asquiforias, ao contrário das Arreforias, eram celebradas pelos rapazes, homenageando Atena e Dioniso (Baco). Eram realizadas quando as uvas começavam a amadurecer. Os rapazes levavam do templo do deus do vinho, ramos de videira ao santuário de Atena.
Havia ainda outras duas festas em homenagem à deusa da sabedoria, as Plintarias, que davam início às colheitas da primavera; e, as Esquiroforias, onde os participantes usavam guarda-sóis, simbolizando a proteção, assim como o orvalho, que protegia a lavoura contra a seca.
Representações de Atena nas Artes
Nas artes, Atena teve grandes representações, sendo mais significativas as esculturas atribuídas a Fídias (500? a.C. – 432? a.C.). Nenhuma escultura original chegaria aos tempos actuais, tendo apenas cópias. No maior templo consagrado à deusa, o Partenon, em Atenas, encontrava-se a Atena Partenos, escultura de Fídias, toda feita em ouro e marfim. A deusa é representada vestida com uma túnica, aberta em um dos lados, apertada na cintura. No peito tem a égide guarnecida de escamas, ladeada por serpentes, trazendo a cabeça da Górgona no centro. Na cabeça traz um capacete com a esfinge e dois grifos, animais metade leão, metade águia. Na mão esquerda porta a lança e o escudo, onde está representado o combate dos gregos contra as Amazonas; atrás do escudo a figura do monstro Erictônio. O braço direito está estendido para frente, sustentando uma pequena Nique (Vitória) alada, posta obliquamente, parecendo voar à frente da deusa. Uma versão moderna da estátua foi erigida na frente do parlamento austríaco.
Fídias representou a deusa sem armas, com expressão doce e graciosa, na estátua Atena Lemnia. Outra estátua atribuída ao famoso artista grego era a enorme Atena Promachos, que trazia a expressão bélica e altiva da deusa.
Outra representação famosa do mito, já com o seu nome na mitologia romana, é a renascentista têmpera sobre tela, “Minerva e o Centauro”, de Sandro Botticelli. A lenda de Aracne produziu grandes pinturas, como a de René Houasse.
As primeiras estátuas de Atena eram chamadas de paládios, onde se dizia, eram feitas com pedras caídas do céu. Outras representações do mito podem ser encontradas em objectos de cerâmica e potes de barro.
 
Tiago Ribeiro nº21 9ºB

domingo, 27 de março de 2011

Afrodite

     Afrodite, na mitologia grega, era a deusa da beleza e da paixão sexual. Originário de Chipre, o seu culto estendeu-se a Esparta, Corinto e Atenas.
    Os seus símbolos eram a pomba, a romã, o cisne e a murta. No panteão romano, Afrodite foi identificada com Vênus.
    A mitologia oferecia duas versões de seu nascimento: 
          - segundo Hesíodo, na Teogonia, Cronos, filho de Urano, mutilou o pai e atirou ao mar seus órgãos genitais, e Afrodite teria nascido da espuma (em grego, aphros) assim formada;
          - para Homero, ela seria filha de Zeus e Dione, a sua consorte em Dodona.
    Por ordem de Zeus, Afrodite casou-se com Hefesto, o coxo deus do fogo e o mais feio dos imortais. Foi-lhe muitas vezes infiel, sobretudo com Ares, divindade da guerra, com quem teve, entre outros filhos, Eros e Harmonia.
    Outros de seus filhos foram Hermafrodito, com Hermes, e Príapo, com Dioniso. Entre seus amantes mortais, destacaram-se o pastor troiano Anquises, com quem teve Enéias, e o jovem Adônis, célebre por sua beleza.
    Afrodite possuía um cinturão mágico de grande poder sedutor e os efeitos de sua paixão eram irresistíveis.
    As lendas freqüentemente a mostram ajudando os amantes a superar todos os obstáculos.
    À medida que seu culto se estendia pelas cidades gregas, também aumentava o número de seus atributos, quase sempre relacionados com o erotismo e a fertilidade
Fonte: www.nomismatike.hpg.ig.com.br

Cláudia Gandra, Nº7, 9ºB

quarta-feira, 23 de março de 2011

Juno

Juno é a esposa de Júpiter e rainha dos deuses. É representada pelo pavão, sua ave favorita.
Juno e Júpiter tinham quatro filhos, Lucina (Ilítia), deusa dos partos e gestantes, Juventa (Hebe), deusa da juventude, Marte (Ares), deus da guerra e Vulcano (Hefesto), o artista celestial, que era coxo. Juno sentia-se tão aborrecida ao ver Vulcano que o atirou para fora do céu. Outra versão diz que Júpiter o lançou para fora do espaço celestial, por este ter participado numa  briga com o rei do Olimpo e Juno, deixando-o coxo com a queda.
Juno possuía muitas rivais, entre elas, a bela Calisto, que Juno, por inveja da imensa beleza com que conquistara seu marido, transformou numa ursa. Calisto passou a viver sozinha com medo dos caçadores e das outras feras da floresta, esquecendo-se de que agora ela própria era um animal feroz







João Maia 9ºB Nº13

sábado, 19 de março de 2011

Venus

Venus é a deusa do amor e da beleza na Mitologia Romana. Equivale a deusa Afrodite da Mitologia Grega. Segundo o mito, Vênus era o ideal de beleza feminina. A deusa possuía um carro puxado por cisnes.
São duas as versões para a origem da deusa. Segundo uma delas, Vênus é filha de Júpiter (deus do dia, dos céus) e Dione (deusa das ninfas). Na outra versão, Vênus teria nascido da espuma do mar.
A beleza de Vênus era tanta, que Minerva, Diana e Vesta sentiram-se prejudicadas, já que os homens ficavam todos encantados com tanta beleza. Procuraram Júpiter, pedindo que Vênus fosse desfavorecida de alguma forma, e sugeriram-lhe o casamento como uma possibilidade.
Júpiter então, ordenou que a deusa Vênus se casasse com o deus mais feio dos deuses do Olimpo, o deus Vulcano (deus do fogo), que tinha marcas de cicatrizes no rosto e era coxo.
Ao casar-se, Vênus estava apaixonada por Marte, com quem traía o seu marido. Apolorevelou a traição de Vênus a Vulcano, que preparou uma armadilha para os amantes e os flagrou. Ao contrário do que esperava Vênus, Marte abandonou-a. Enfurecida, Vênus transformou todo o seu amor em ódio, e contra Marte lançou uma maldição. A partir de então, Marte apaixonava-se por toda e qualquer mulher que avistasse.     Vênus teve vários amantes, e com eles, vários filhos:
Com Marte – Harmonia, Cupido, Deimos e Fobos.
Com Mercúrio – Hermafrodito
Com Baco – Hymenaios e Priapo.
Com Anquises – Enéias
Ao nascer Cupido (deus sedutor), Júpiter ordenou que Vênus desaparecesse com o filho, pois temia os danos que um ser tão sedutor poderia causar. Vênus escondeu-o num bosque, onde Cupido foi amamentado por leoas. Já crescido, Cupido fez algumas setas com cipreste, e treinou a sua mira atirando nas leoas que o haviam alimentado. Mais tarde, passou a fazer dos homens vitimas de suas setas, fazendo com que eles vissem uma grande paixão em tudo.

 Ana Bicho, Nº1

quarta-feira, 16 de março de 2011

Dóris

Na mitologia grega, Dóris é uma das três mil oceânides, divindades aquáticas. São filhas de Oceanus, um dos doze titãs, e de, Tétis, que representa a fecundidade feminina do mar.
Dóris irá casar com Nereu, chamado “o velho do mar”. Este é filho de Gaia, a Terra, e de Pontos, a onda marinha. Da união dos dois nascerão as nereidas, divindades marinhas.
Além dessas cinquenta filhas, Dóris conceberá de seu esposo o jovem Nérites. Dotado de grande beleza, este será amado por Afrodite. Mas, por não querer seguir a deusa, abandonando o reino de seus pais, é metamorfoseado em concha. Dessa forma, acaba permanecendo para sempre junto de sua mãe.

Joana Barbosa Nº25
Diana:

Em Roma,  Diana era a deusa da lua e da caça, mais conhecida como deusa pura, filha de Júpiter e de Latona, e irmã gémea de Febo. Era muito ciosa de sua virgindade. Na mais famosa de suas aventuras, transformou em um cervo o caçador Acteão, que a viu nua durante o banho. Indiferente ao amor e caçadora infatigável, Diana era cultuada em templos rústicos nas florestas, onde os caçadores lhe ofereciam sacrifícios.
Na mitologia romana, Diana era deusa dos animais selvagens e da caça, bem como dos animais domésticos. Esta obteve do pai permissão para não se casar e se manter sempre casta. Diana foi cedo identificada com a deusa grega Ártemis e depois absorveu a identificação de Artemis com Selene (Lua) e Hécate (ou Trívia), de que derivou a caracterização triformis dea ("deusa de três formas"), usada às vezes na literatura latina. O mais famoso de seus santuários ficava no bosque junto ao lago Nemi, perto de Arícia. Em Roma, o seu templo mais importante localizava-se no monte Aventino e teria sido construído pelo rei Servius Tulius no século VI a.C. Festejavam-na nos idos (dia 13) de agosto. Na arte romana, era em geral representada como caçadora, com arco e aljava, acompanhada de um cão ou cervo.


Diana, nº 10, 9ºB.
Minerva




Minerva era a deusa romana das artes e da sabedoria. Correspondente à grega Atena.
Equivalente romana da deusa grega Atena, Minerva era filha de Júpiter, após este engolir a deusa Métis (Prudência). Com uma forte dor de cabeça, pediu a Vulcano que abrisse sua cabeça com o seu melhor machado, após o qual saiu Minerva, já adulta, portando escudo, lança e armadura. Era considerada uma das três deusas virgens, ao lado de Diana e Vesta.
Deusa da sabedoria, das artes e da estratégia de guerra, era filha de Júpiter. Minerva e Netuno disputaram entre si qual dos dois daria o nome à cidade que Cécropes, rei dos atenienses, havia mandado construir na Ática. Essa honra caberia àquele que fizesse coisa de maior beleza e significado. Minerva, com um golpe de lança, fez nascer da terra uma oliveira em flor, e Netuno, com um golpe do seu tridente, fez nascer um cavalo alado e fogoso. Os deuses, que presidiram a este duelo, decidiram em favor de Minerva, já que a oliveira florida, além de muito bela, era o símbolo da paz. Assim, a cidade nova da Ática foi chamada Atenas.
Minerva representa-se com um capacete na cabeça, escudo no braço e lança na mão, porque era deusa da estratégia de guerra, tendo junto de si um mocho e vários instrumentos matemáticos, por ser também deusa da sabedoria. A Minerva é o símbolo oficial dos engenheiros.
Minerva era para os ateanienses a deusa da excelência, da misericórdia e da pátria.



Rita Castro nº2

terça-feira, 15 de março de 2011

      Ficheiro:Michelangelo Caravaggio 007.jpg                  É o deus do vinho, da ebriedade, dos excessos, especialmente sexuais, e da natureza. Príapo é um de seus companheiros favoritos (também é considerado seu filho, em algumas versões de seu mito). As festas em sua homenagem eram chamadas de bacanais - a percepção contemporânea de que tais eventos eram "bacanais" no sentido moderno do termo, ou seja, orgias, ainda é motivo de controvérsia.
                       A pantera, o cântaro, a vinha e um cacho de uvas. Outras associações que não eram feitas com Baco foram atribuídas a Dioniso, como otirso que ele empunha ocasionalmente.
História
                   Sémele quando estava grávida exigiu a Júpiter que se apresentasse na sua presença em toda a glória, para que ela pudesse ver o verdadeiro aspecto do pai do seu filho. O deus ainda tentou dissuadi-la, mas em vão. Quando finalmente apareceu em todo o seu esplendor, Sémele, como mortal que era, não pôde suportar tal visão e caiu fulminada. Júpiter tomou então das cinzas o feto ainda no sexto mês e meteu-o dentro da barriga da sua própria perna, onde terminou a gestação.
                  Ao tornar-se adulto, Baco apaixona-se pela cultura da vinha e descobre a arte de extrair o suco da fruta. Porém, a inveja de Juno levou-a a torná-lo louco a vagar por várias partes daTerra. Quando passa pela Frígia, a deusa Cíbele cura-o e o instrui nos seus ritos religiosos. Curado, ele atravessa a Ásia ensinando a cultura da vinha. Quis introduzir o seu culto naGrécia depois de voltar triunfalmente da sua expedição à Índia, mas encontrou oposição por alguns príncipes receosos do alvoroço por ele causado.



                 O rei Penteu proíbe os ritos do novo culto ao aproximar-se de Tebas, sua terra natal. Porém, quando Baco se aproxima, mulheres, crianças, velhos e jovens correm a dar-lhe boas vindas e participar de sua marcha triunfal. Penteu manda seus servos procurarem Baco e levá-lo até ele. Porém, estes só conseguem fazer prisioneiro um dos companheiros de Baco, que Penteu interroga querendo saber desses novos ritos. Este se apresenta como Acetes, um piloto, e conta que, certa vez velejando para Delos, ele e seus marinheiros tocaram na ilha de Dia e lá desembarcaram. Na manhã seguinte os marinheiros encontraram um jovem de aparencia delicada adormecido, que julgaram ser um filho de um rei, e que conseguiriam uma boa quantia em seu resgate. Observando-o, Acetes percebe algo superior aos mortais no jovem e pensa se tratar de alguma divindade e pede perdão a ele pelos maus tratos. Porém seus companheiros, cegados pela cobiça, levam-no a bordo mesmo com a oposição de Acetes. Os marinheiros mentem dizendo que levariam Baco (pois era realmente ele) onde ele quisesse estar, e Baco responde dizendo que Naxos era sua terra natal e que se eles o levassem a até lá seriam bem recompensados. Eles prometem fazer isso e dizem a Acetes para levar o menino a Naxos. Porém, quando ele começa a manobrar em direção a Naxos ouve sussurros e vê sinais de que deveria levá-lo ao Egito para ser vendido como escravo, e se recusa a participar do ato de baixeza.


                Baco percebe a trama, olha para o mar entristecido, e de repente a nau pára no meio do mar como se fincada em terra. Assustados, os homens impelem seus remos e soltam mais as velas, tudo em vão. O cheiro agradável de vinho se alastra por toda a nau e percebe-se que vinhas crescem, carregadas de frutos sob o mastro e por toda a extensão do casco do navio e ouve-se sons melodiosos de flauta. Baco aparece com uma coroa de folhas de parra empunhando uma lança enfeitada de hera. Formas ágeis de animais selvagens brincam em torno de sua figura. Os marinheiros levados à loucura começam a se atirar para fora do barco e ao atingir a água seus corpos se achatavam e terminavam numa cauda retorcida. Os outros começam a ganhar membros de peixes, suas bocas alargam-se e narinas dilatam, escamas revestem-lhes todo o corpo e ganham nadadeiras em lugar dos braços. Toda a tripulação fôra transformada e dos 20 homens só restava Acetes, trêmulo de medo. Baco, porém, pede para que nada receie e navegue em direção a Naxos, onde encontra Ariadne e a toma como esposa. Cansado de ouvir aquela historia, Penteu manda aprisionar Acetes. E enquanto eram preparados os instrumentos de execução, as portas da prisão se abrem sozinhas e caem as cadeias que prendiam os membros de Acetes. Não se dando por vencido, Penteu se dirige ao local do culto encontrando sua própria mãe cega pelo deus, que ao verPenteu manda as suas irmãs atacarem-no, dizendo ser um javali, o maior monstro que anda pelos bosques. Elas avançam, e ignorando as súplicas e pedidos de desculpa, matam-no. Assim é estabelecido na Grécia o culto de Baco. Certa vez, seu mestre e pai de criação, Sileno, perdeu-se e dias depois quando Midas o levou de volta e disse tê-lo encontrado perdido, Baco concedeu-lhe um pedido. Embora entristecido por ele não ter escolhido algo melhor, deu a ele o poder de transformar tudo o que tocasse em ouro. Depois, sendo ele uma divindade benévola, ouve as súplicas do mesmo para que tirasse dele esse poder.
Tiago Carvalho nº22